Caminhei sozinha pela estrada, uma longa jornada que eu enfrentei minha vida inteira, e que hoje esta se cicatrizando, cheguei até o fim e tinham dois caminhos, mas não sabia qual escolher, por alguma razão, uma força me impediu de decidir. Não sabia se chorava ou se ria se ficava feliz ou triste, se estava viva ou morta, vi uma nuvem de tempestade se formar sob minha cabeça, o céu azul ficou cinza, queria chorar, mas precisei me mostrar mais forte para mim mesma, a minha cabeça insana explodindo de torturas, não sabia se o que ouvia era verdade, achei que tudo estava errado, e eu estava sozinha no mundo, entrei em um deserto gelado, não via o sol, só via areia, cactos, não tinha água, estava extremamente frio, meu coração estava partido em duas metades, uma era a de uma criança inocente intacta, cheia de alegria e amor, carinho e esperanças, a outra era a de uma garota deprimida, morta por dentro, que não conseguiu ver a luz, por mais que estivesse cercada de amigos, nada a fazia sorrir, seus olhos sempre estavam molhados, e seu rosto com listras de choro, e ela nunca estava feliz, por mais que tentasse nada estava bom, talvez ela exigisse demais, e não conseguisse enxergar o quão boas eram as pessoas que a cercavam, ou talvez ela só conseguisse enxergar defeitos nos outros, ela já estava cansada de tanto sofrer por aqueles que menos mereciam, mas ela não pertencia mais a aquele mundo, então ela partiu, para um lugar de solidão onde só ela vivia, aquele era o lugar que ela poderia sofrer em paz, onde nada nem ninguém poderia trazê-la a realidade, mas ela queria continuar lá, pois o outro mundo não tinha mais cor, era um lugar horrível, que só lhe trazia mágoas, onde nada lhe fazia bem, e suas recordações eram péssimas, nada nem ninguém poderia salvá-la daquele lugar horrível onde ela resolveu se infiltrar! Nada nem ninguém a traria de volta jamais, mas eu me sentia dominada por uma dessas metades, e a outra desaparecia aos poucos deixando somente a menina deprimida, e sem ajuda ela continuou caminhando pelo deserto gelado e escuro, e caminhando por aquele lugar que agora só tinha areia e escuridão, mais nada! Enquanto caminhava ela encontrou uma rosa com espinho extremamente afiados, ao tocá-la furou seu dedo que manchou a rosa branca com suas gotas de sangue, aquela rosa representava sua vida, a rosa não queria proximidade de ninguém, não queria ser tocada, queria ficar lá sozinha, e agora estava manchada com o sangue de quem ela havia machucado, a dor que a garota sentiu foi imensa, pois o seu medo a invadiu, e a solidão dominou seu corpo inteiro, e ela caiu no chão e começou a chorar, pediu ajuda para o além, mas nada veio a salvar, ela estava definitivamente sozinha, essa era a vida que ela tinha escolhido, e não podia fazer mais nada para mudar, mas o que ela realmente queria era poder dizer que tinha uma vida, pois aquilo não era viver, ela estava morta. Nunca mais a viram sorrir, mas um anjo a veio buscar para levá-la a outro lugar, onde ela finalmente poderia ser feliz!

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